terça-feira, 11 de junho de 2013
Sobre a paz
Meu caso de amor com a paz é antigo. Entretanto, nunca tiramos muito tempo um para o outro. Nos separamos diversas vezes, nos víamos por poucos momentos, e nos despedíamos com gritos histéricos. Tenho um apego absurdo à paz, e talvez por isso, ela tende a se afastar. Há poucos dias eu a reencontrei, perguntei como iam as coisas, desenrolamos uma conversa que durou horas, nos perdemos no tempo. Foi tudo tão natural, tão intenso, como se nunca tivéssemos nos separado. A paz está aqui comigo agora, olhando por sobre o meu ombro enquanto escrevo, me abraçando carinhosamente e me entregando tudo de si. Acho que ela me ama. Tenho medo de afastá-la. Mas já a conheço tempo o suficiente para saber que, caso nos separemos, um dia ela volta. Espero que isso não soe pretencioso. Ela volta. Sei que ela volta. Deem-me licença, preciso ir. A paz tá me chamando pra viver com ela em outro lugar.
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