Me coloco à espreita
Me pinto nas sombras
Mesclo à matiz
de minha pelagem escura,
que me faz invisível.
Cerro meus olhos azuis
e observo pelo faro
o esgueirar do inimigo
que se denuncia pelo vento.
E eu entendo, e aprendo, e supero.
E ouço o pulsar da artéria barulhenta
Que corre a extensão do pescoço
E sinto em meu pelo o eriçamento
Que precede o ataque fugaz
E eu caço, e mordo, e mato.
Talvez esse cão seja eu mesmo.
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